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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Novo site, novo blog!

Escrevo este post para informar que este blog, BENEFÍCIO DA DÚVIDA, será aqui mantido com todo seu histórico, mas não mais atualizado.

Estou estreando um NOVO SITE, que inclui também um NOVO BLOG!

Em breve publicarei meu primeiro romance, e ficarei contente de ter vocês, seguidores deste blog, acompanhando os acontecimentos! O meio mais fácil é assinando a newsletter abaixo!

Veja as novidades:

O NOVO SITE
www.paulosantoro.com

O NOVO BLOG
www.paulosantoro.com/site/blog/

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Como e por que Elis Regina foi a maior

Para mostrar que Elis foi a maior cantora da MPB, reúno aqui 2 vídeos e peço a todos que ouçam!

No primeiro, você ouvirá Canto de Ossanha, música com letra de Vinícius de Moraes e melodia de Baden Powell, gravada pelo Quarteto em Cy em seu disco de 1966. Uma bonita atuação do conjunto de vozes.

Quarteto em Cy

No próximo, você ouvirá Canto de Ossanha também, mas observe a interpretação de Elis Regina. É de seu disco Elis — Como e Por quê, de 1969. Aos 24 anos de idade, já tinha uma carreira bastante reconhecida, e aqui mostra como ela sabia dar alma a uma música. Vejam a técnica, o punch, o sarcasmo, as variações de intensidade, toda a arte que ela emitia pela voz.

Elis

E é isso.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Vivemos no momento menos violento da História

Steven-Pinker-007 
A foto acima não é de um cantor de bolero.

Se você, apesar de todas as advertências, insiste em ler a revista Veja, então não deixe de apreciar a entrevista com o excelente escritor canadense Steven Pinker.

Professor de psicologia em Harvard, é autor de Como a mente funciona, que chegou a ser considerada a obra mais importante da década de 1990 e para mim foi realmente uma leitura preciosa.

Está lançando um livro que mostra como estamos vivendo na época menos violenta da História. Uma tese que eu sempre defendia intuitivamente, mas que ele pesquisou para apresentar de forma sustentada. Certamente lerei.

Na entrevista, ele explica por que muita gente pensa de forma contrária (achando que a violência apenas aumenta). Basicamente, trata-se de nossa memória em conluio com nossas emoções.

O importante é que o levantamento de fatos mostra que, apesar de ainda existir muita violência hoje (o que é óbvio), ela é menor do que em qualquer outro período dos últimos 5 mil anos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O que você quer saber do disco da Marisa?

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Acompanho Marisa Monte desde sempre, não tardei a ouvir seu novo disco e vir aqui palpitar sobre.

Vá ao site oficial você também e ouça tudo sem complicação, veja as letras e saiba tudo o que você quer saber.

O QUE VOCÊ QUER SABER DE VERDADE é um bom disco, com algumas canções excelentes e outras nem tanto. Você vai encontrar uma sonoridade similar à dos discos anteriores — os detratores dirão que ela “está se repetindo”, mas eu não concordarei exatamente. Para mim, Marisa é um elo com a boa música popular tradicional, que vale a pena conservar. Não tem riscos nem arrojos, mas traz sempre novas canções agradáveis para ouvirmos.

Em seu benefício, destaque-se a versatilidade. Parece que cada música tem um ritmo diferente: é samba, é valsa, é bolero, é baião, é tango, é foxtrote e outros cujos nomes desconheço.

Mas são todas sobre amor, todas com um toque de ingenuidade — os detratores dirão “brega”. Algumas partes soam brega mesmo, soam até mesmo algo caipira bem antigo, mas isso não é novidade nela: “Amor I love you” já tem 11 anos e foi seu “hit” mais criticado por breguice.

Já estou fazendo concessões demais ao malditos detratores. Vamos de vez conferir o disco. Tem uma bela capa, clipes bacanas que você encontra no YouTube e, o que mais interessa, música boa. Para os impacientes, ouçam direto as minhas preferidas!

1) Ainda bem (Marisa Monte / Arnaldo Antunes)
2) O que se quer (Rodrigo Amarante / Marisa Monte)
3) Descalço no parque (Jorge Benjor)
4) Depois (Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown / Marisa Monte)
5) Verdade, uma ilusão (Carlinhos Brown/A. Antunes/Marisa Monte)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Rotação

relogio

Ele espalhou, nas paredes de sua casa, 48 relógios.

Apenas um marca a hora certa. Um está 15 minutos atrasado. Outro, 30. Outro, 45. O último está, por fim, 15 minutos adiantado.

Ele sabe as horas olhando para qualquer um deles. Explica que faz isso para manter desperto o próprio raciocínio analítico.

Há fórmulas que ele emprega para saber as horas, de acordo com a posição do relógio na parede e com a proximidade de outros relógios.

Ele também se sente confortável com a multiplicidade de horários de que dispõe. Ao acordar, pensa que gostaria que fosse a hora tal — então passa a ordenar-se, naquele dia, pelo relógio que está marcando o horário desejado. Podendo mudar de relógio, se isso lhe parecer conveniente, a qualquer hora — de qualquer relógio.

Rapidamente ele se esquece do passado. Do futuro, desdenha. Vive exclusivamente no presente, que ele distendeu como borracha, para sonhar-se imperecível.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Desconotações - 2

touro

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Desconotações - 1

Todo dia 6, começando hoje, uma desconotação fresquinha.

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