domingo, 31 de maio de 2009

Urina

Dizem que beber urina retarda o envelhecimento. Mas, se eu tivesse que tomar urina todo dia, não ia querer viver por muito tempo.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Uma citação

"O que distingue um grande poeta é o fato de ele nos dizer algo que ninguém ainda disse, mas que não é novo para nós."

José Ortega y Gasset

sexta-feira, 8 de maio de 2009

McLaren Karma


Barrichello é o castigo que sofremos por nossa desmedida soberba durante a era Senna.

[Uma variação de Hortência.]

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Ontem e hoje

Um amigo me questionou por que afinal eu consideraria ser "uma grande sacada" a frase "Durma-se com essa insônia".

Fui rever e percebi que escrevi mal o post de ontem, permitindo de fato essa interpretação. Mas a frase é só uma brincadeira com a expressão "Durma-se com um barulho desses".

Acontece que estou sempre procurando no Google as expressões que conheço ou que imagino, para ver, por exemplo, toda a dimensão de um clichê. E o Google nos ensina um tanto sobre o mundo, e sabe moderar nossas vaidades.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Durma-se com essa insônia!

Ocorreu-me essa expressão do título. Então procurei no Google, colocando-a entre aspas, e vi que ninguém a havia escrito ainda.

Fica registrada essa funcionalidade bacana do Google e da internet em geral: se você pensar que teve uma grande sacada, vá lá pra ver se ninguém teve a mesma antes.

Por exemplo, outro dia ouvia Buena Vista Social Club e logo senti que estava diante de um "mambo progressivo". Não deixei de me divertir, mas o fato é que a expressão já aparecia três vezes na internet.

Quatro agora.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Apenas 15,2% dos adultos brasileiros fumam

Sim, apenas isso.

[Obs.: os dados desta postagem resultam de pesquisa oficial da Vigitel para 2008, cujo texto completo pode ser encontrado aqui.]

Em 1989, eram 35%. Uma queda muito boa depois do imenso controle de propaganda nos últimos 10 anos. E a tendência é a situação melhorar ainda mais com o aumento dos impostos e, consequentemente, do preço final.

Os donos de bares e restaurantes que são contra a nova lei paulista de proibição total ao fumo devem estar desatualizados. Cumprida, a lei levará de volta a esses locais os não-fumantes como eu (e muitos que conheço). Para cada fumante que o bar "perder", há cinco não-fumantes para entrarem em seu lugar.

E entram. O Viena do Conjunto Nacional antecipou-se à lei, meses atrás. Eles tinham uma área exclusiva para fumantes, agora nem lá se pode fumar. Garantem que tudo está como antes: casa cheia. Há outros lugares que também se anteciparam.

Ou talvez muitos fumantes nem tenham saído. Um não-fumante realmente se incomoda com o cheiro e a fumaça do cigarro, em especial quando quer comer. Mas um fumante vai se incomodar com o quê de um ambiente sem cigarros? O fato de não poder fumar ali?

Sim, se for o caso de um fumante intenso, que fuma um maço ou mais por dia, não conseguindo passar cerca de uma hora sem fumar. Porém esses são em número ainda menor. Apenas 4,5% dos adultos fumam um maço ou mais por dia. Isso quer dizer que dois terços dos fumantes conseguirão frequentar os mesmos lugares que antes sem problemas e, na pior hipótese, sair um minutinho para a calçada e fumar um cigarro.

segunda-feira, 30 de março de 2009

1933 deu um livro bom


1933 foi um ano ruim, de John Fante, é um romance de grande inteligência criativa e deliciosamente rápido. De publicação póstuma, por mérito de Charles Bukowski, lembra J. D. Salinger e é provavelmente um tanto autobiográfico.

Peguei e li neste fim de semana, depois de enrolar um pouquinho. Tinha comprado por impulso, após indicação casual, feita como quem sugere um livro interessante, mas não necessariamente imperdível.

É imperdível. Mais direto que seu conhecidíssimo Pergunte ao pó, arrisco dizer que seja melhor. Fui surpreendido pela riqueza das situações, pelas interações entre os personagens, pelo humor nada ansioso.

Na quarta capa de minha edição, da L&PM Pocket, lê-se a chamada tão óbvia quanto inadequada: "O romance da desesperança do sonho americano". Parece ser necessário "vender" o livro como o "retrato de uma época" ou algo do gênero, para que a obra simplesmente tenha o direito de existir.

Ela tem o direito de existir porque é excelente. Leia quem tiver juízo. Por que seria um livro sobre "a desesperança do sonho americano"? O personagem principal é de uma família pobre e seu pai está desempregado. O que poderia ocorrer em qualquer país e em qualquer cidade em qualquer ano do século XX.

Em Pergunte ao pó, John Fante já contrariava essa lógica do pessimismo, criando um personagem que tinha tudo para ser um perdedor e acaba por "dar certo". 1933 tem um final aberto, mas a beleza da atitude do pai só pode nos encher de carinho e esperança.