terça-feira, 15 de julho de 2008

Chinesa livra assassino do filho da pena de morte

Apenas transcrevo.

Um chinês condenado à morte por assassinato viu sua pena reduzida a 12 anos de prisão graças ao pedido da mãe de sua vítima, que ele prometeu cuidar assim que deixar a cadeia, segundo informa nesta terça o Beijing News.

Em 2006, Song Xiaomin, 23 anos, e a vítima, Ma Gang, 26 anos, deixaram sua província natal, Hebei, e foram trabalhar em Pequim. Ambos passaram por uma série de empregos e, em janeiro deste ano, Song cobrou uma dívida de 560 yuanes que Ma tinha com ele, para que pudesse passar o Festival da Primavera com a família.

Como Ma se negou a pagar a dívida, Song o apunhalou. "Ma não me dava o dinheiro, então consegui uma navalha para intimidá-lo", disse Song durante o julgamento, que revisou a pena inicial após a petição de Liang Jianhong, de acordo com a agência EFE.

Além disso, a mulher rechaçou qualquer indenização financeira porque, segundo ela, a família do acusado é mais pobre do que a sua. Mas, apesar de salvar a vida do assassino de eu filho, Liang não pretende voltar a vê-lo.

Ainda assim, durante o julgamento, Song chamou-a de "mãe" diversas vezes e afirmou que, quando deixar a prisão, pretende cuidar dela. "Ela me deu uma segunda vida. É realmente uma grande pessoa que me ensinou o que é a tolerância", disse o rapaz.

No Terra.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Entrevista no jornal

Neste domingo, 13 de julho, o jornal A CIDADE, o mais tradicional de Ribeirão Preto, publicou uma matéria e entrevista comigo sobre meu programa "Como escrever um best-seller em 3 minutos". Vejam na íntegra no site do jornal.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Xadrez

O Xadrez é a arte que ilustra a beleza da lógica.
Mikhail Botvinnik

Minha página — paulosantoro.xadrez

segunda-feira, 23 de junho de 2008

J. M. Coetzee

Durante quatro dias de férias num chalé de praia quase deserta, li o romance Desonra, de J. M. Coetzee. De volta à civilização, comprei Diário de um ano ruim, lançamento recente do mesmo autor.

Ainda não o li. Mas uma primeira diferença fica explícita. O romance que li foi escrito quatro anos antes de o autor faturar o Prêmio Nobel, o que aconteceu em 2003. Em Diário..., de 2007, Coetzee se pôs à vontade e desenhou uma página diferente. Pelo que pude depreender ao folhear, há um ensaio histórico e político na parte de cima e um enredo na parte de baixo.

Não se pode omitir que, em termos formais, não há nisso novidade nem experimentação. Que eu saiba, Cortázar fez o mesmo em O jogo da amarelinha, e Ignácio de Loyola Brandão foi até mais anárquico em Zero. Também cheguei a folhear romances diletantes com semelhante distribuição. Ou seja, a coisa pegou.

Assim mesmo, pela parte do "ensaio", me pareceu interessante e resolvi encarar. Ainda é possível criar belas obras sem "inovação formal". Mas aqui entro no Desonra.

Com tudo o que ele pode ter de interessante, é um romance moderado, típico para vender e fazer filme — aliás atualmente em pós-produção, com John Malkovich no papel principal. Típico para vender por vários motivos: é sul-africano falando de sombras do apartheid, é história com trama do tipo "querer saber o que acontece no final", é o uso de ingredientes atraentes como a descrição de sexo com ninfetas.

Aparentemente, Diário... trata sem medo de questões de ampla história cultural, talvez já sem se submeter à "necessidade" de falar de apartheid por ser sul-africano — análoga à de falar sobre miséria por ser brasileiro...

Para ficar claro como é literariamente desinteressante o recurso "querer saber o que acontece no final", compare-se com obras que são lidas com gosto em qualquer página. Cito algumas. O estrangeiro, A consciência de Zeno, Memórias de Adriano... Pegue qualquer capítulo de romance do Machado de Assis. Pegue qualquer capítulo de Memórias do cárcere, de Graciliano Ramos. Leia a primeira página de qualquer conto de Jorge Luis Borges. Leia — exemplo supremo — O castelo, de Kafka, romance inacabado, o qual, portanto, não se pode ler com a intenção de saber como acaba.

Até mesmo histórias policiais podem ir além do simples suspense. Os romances de Rex Stout, por exemplo, são muito divertidos e podem até ser relidos...

No romance que li, nada desonra a narrativa bem cuidada, os personagens construídos com boa complexidade, as reflexões ponderadas que aparecem eventualmente. Somente as partes da ópera do protagonista é que são chatas, mas talvez isso seja pessoal. Enfim, trata-se de um romance ótimo para ler e esquecer.

Seja como for, Coetzee é um veterano e um talento bem-intencionado. E talvez venha a provar que ganhar o Prêmio Nobel pode ser não um auge, mas um "certificado comercial" que proporcione um verdadeiro começo.
-----------------------
Link: resenha que escrevi sobre a sul-africana Nadine Gordimer, para o Caderno 2.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Indiana Jones e o Reino dos Trintões


Pré-estréia. Cerca de 100 pessoas no cinema, todas entre 30 e 40 anos. Não conto os filhos que alguns desses levaram, provavelmente com a chamada "vejam como nos divertíamos nos anos 80".

Esta mensagem conta o filme. Se não o viu, pare por aqui. E assista!

Os caçadores da arca perdida e Indiana Jones e o reino da perdição eu assisti na TV, lá por 1985, aos 12 anos. No cinema vi Indiana Jones e a última cruzada, em 1989, com remotos 16 anos.

A primeira coisa que é necessário lembrar, quando se fala de filmes de ação, é que Os caçadores da arca perdida, de 1981, é um divisor de águas absoluto. Tentem assistir ao King Kong que foi feito poucos anos antes (1976), com Jeff Bridges e Jessica Lange. Parece filme do Bergman.

Indiana Jones é um culto professor universitário. Mas suas histórias não são realistas. Suas aventuras são fantasia baseada em aspectos misteriosos da história da humanidade. A arca da aliança do primeiro, os cultos de sacrifício do segundo, o cálice sagrado do terceiro e os desenhos de Nazca do quarto são pontos de partida para peripécias em que um homem normal salta de avião em movimento com bote inflável, arrasta-se debaixo de um caminhão veloz, corre de tiros que nunca o atingem ou salva-se de uma explosão nuclear dentro de uma geladeira.

Como cinéfilo eclético, que cultua filmes como os de Rohmer, Kubrick, De Sica ou Buñuel, revi diversas vezes os três primeiros Indiana Jones, em busca de divertimento de muito bom gosto. Porém, aos 35 anos, é difícil encarar um filme novo com o mesmo espírito. A sensação é a de que o filme é tão legal quanto os anteriores — nós é que crescemos.

Por exemplo, ele parece um tanto curto. Mas é tão longo quanto os demais. Parece ter menos humor — mas o terceiro é que foi particularmente engraçado. Parece se fixar demais na ação, porém a ação tem certamente menos importância que no segundo.

Outro aspecto que dificulta a apreciação de um fã trintão é que as imagens dos três filmes anteriores já ficaram consolidadas na mente, como relíquias de nossa experiência: a pedra que rola na direção de Indy, a corrida para passar pela porta de pedra que vai se fechando (e o chapéu que é apanhado no último instante), o poço repleto de cobras, as ruínas de Petra que escondem o Graal, a ponte "invisível" que deve ser atravessada... As novas imagens, vistas assim pela primeira vez, parecem fortuitas e desimportantes se tentamos compará-las com o imaginário estabelecido.

Aqueles que não perceberam isso optaram por desancar o filme, como um "crime contra a memória" da série dos anos 80. Acho que não se trata disso. Futuramente, em algum sábado triste, assistirei aos quatro em DVD, em seqüência. Tenho a impressão de que será divertido e fará este novo filme se encaixar melhor entre seus irmãos.

Os comentários irritados sobre o filme são reveladores do próprio equívoco. Criticam a improbabilidade de determinadas cenas, em especial a explosão nuclear e as quedas na catarata, esquecidos de tudo o que aconteceu nas três outras aventuras. A irritação com os alienígenas do final é ainda pior: trata-se somente de mais um tema surpreendente e inacreditável, como a abertura da arca no primeiro, o coração arrancado no segundo ou o encontro do cálice no terceiro. Faz parte da brincadeira da série a ocorrência de cenas que choquem nossas crenças comuns.

Aplaudo os realizadores do filme por resistirem à tentação de fazê-lo um poço de referências. Foi tudo bastante suave, pouco explícito e sem pieguices. A última cena, por exemplo: o chapéu cai na mão de Mutt, que se prepara para colocá-lo. O espectador atual logo pensa que é uma cena para apresentar um "novo Indiana Jones". No último instante, porém, o verdadeiro Indiana toma-lhe o chapéu. Depois dessa cena tão "metalingüística", não entendo por que as pessoas simplesmente não relaxaram...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Quebra-quebra? Onde?




As imagens acima mostram terrível quebra-quebra num estádio de futebol. O time da casa havia perdido e, com isso, fora rebaixado para a segunda divisão do campeonato nacional. A questão é: que país é este?

a) Brasil
b) Peru
c) África do Sul
d) Iraque
e) Suíça

Não perca a resposta!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A vida antes da morte



Exposição do fotógrafo Walter Schels. As fotografias foram tiradas de pacientes terminais, pouco tempo antes de morrerem — e então postas ao lado de imagens tiradas pouco depois da morte.

Não, eu não acho mórbido. Tenho achado pouquíssimas coisas mórbidas.

Mais imagens, informações, etc. nesta página. Divirtam-se!