segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
domingo, 7 de novembro de 2010
Aeromoça
Aeromoça é uma super-heroína dos quadrinhos!
Uma moça que voa. Que voa por si mesma, auto-voante, uma self fly girl. Bonita, não salva ônibus pendurados em despenhadeiros porque ônibus são pesados demais: a Aeromoça apenas voa, é fraquinha como as mulheres fraquinhas.
A Aeromoça salva os paraquedistas cujos equipamentos tiveram a bondade de não funcionar.
A Aeromoça, com sua capa (de chuva), ouviu um chamado de socorro. O paraquedas do homem desesperado estava aberto, mas um nó prendia os cordames. A Aeromoça foi ver do que se tratava e não era simplesmente um nó: era um belo lacinho.
— Sua morte foi tramada — advertiu a voadora garota, enquanto desfazia com dois dedos a artimanha sabotadora.
O paraquedista voltou a flutuar com seu instrumento e pensou: “Por que fez isso, Claudinha? Por quê?”.
E pensou que seria melhor a Aeromoça não o ter socorrido.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
O pateta patético
Tenho a impressão de que algumas pessoas confundem pateta com patético. Por isso crio este breve post de utilidade pública.
É preciso, antes de mais nada, perdoar os confusos. Numa língua em que formamos a palavra mítico a partir de mito, por que não poderíamos formar patético a partir de pateta, com a mesma derivação por sufixação?
Acontece que essas palavras na verdade não são irmãs, nem primas, nem cunhadas. São parecidas por coincidência e seus significados são consideravelmente distintos.
Patético vem do latim patheticus, originado a partir de pathos, do grego. É aquilo que produz emoção, inspira piedade. Em um filme, um personagem patético não é engraçado nem bobo: ele faz termos pena de sua pobre condição.
Pateta parece ter vindo de pato. É o bobo ou estúpido — como aquele personagem da Disney, que não quis dar um livro de presente ao Mickey, dizendo: "Ele já tem um".
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Uma tarde em 2010 — alegria alegria!
Tarde de terça, sessão de gatos pingados. Mas com um filme vibrante, intenso e muito, muito inteligente.
Primeira coisa a aplaudir: as imagens mostram as apresentações completas. Você pode saborear com calma, numa sensação de tempo real, sem videoclipagens, interpolações ou qualquer outro bicho.
Também a aplaudir: o roteiro passeia com suavidade de um assunto a outro, de uma canção a outra, de uma entrevista a outra (as da época e as recente), sem solavancos. É simplesmente delicioso.
Mais aplausos: a seleção de falas dos entrevistados, que vão do anedótico ao profundo ao revelador, com muito equilíbrio.
E quando você começa a querer pensar que “aqueles tempos é que eram bons”, suas personagens, uma a uma, vêm lhe dizer que não, não têm saudades daquilo tudo.
Afinal, se um tempo é de fervor, de ativismo, de engajamento, muitas vezes isso se deve a uma condição geral cruel, que precisa ser combatida.
Para mim, que em 67 ainda estava a 5 anos de nascer, é mais fácil sentir a nostalgia do não vivido. Hoje os tempos são outros. Provavelmente melhores!
Existe muita coisa interessante por aí, belas experiências culturais e artísticas para vivermos. A diferença é que isso não passa mais na TV. Então parece que não existe.
Uma noite em 67, filme brilhante de Renato Terra e Ricardo Calil, vale ser visto e revisto muitas vezes. Já estou esperando pelo DVD, tomara que tenha muitos extras! Por exemplo: imagens de Elis Regina interpretando “O cantador”.
E agora vou terminando, que já estou atrasado para uma passeata contra a guitarra elétrica. Até mais!
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Homem se mata após receber coração de suicida
Eu estou perfeitamente preparado para não acreditar nesta história.
A notícia é um pouco antiga (mais de 2 anos), mas o link ainda funciona.
Está bem: eu acredito, sim.